segunda-feira, 22 de setembro de 2014

PONTO DE VISTA

IDEIAS , IMPRESSÕES E VOZ

 
                                             CUIDANDO O CUIDADOR
                                                                                           

Neste primeiro encontro, gostaria de abordar como ponto inicial o aspecto da deterioração da valorização do ser humano, e consequentemente da vida. É notório e sabido por todos, como anda a nossa sociedade revoltada com o aumento dos níveis de violência, mas não é isso hoje o que vou comentar. Os profissionais de saúde, mais especificamente, a equipe de Enfermagem, estão deixando de ver seu trabalho como uma preservação da vida, se esquecendo da importância do Cuidar, valorizando muito mais aspectos tecnológicos, em detrimento dos humanos. É comum vermos em UTls, os profissionais de Enfermagem manipulando aparelhos de última geração com desenvoltura, utilizando seu conhecimento (os das máquinas) para tratar de debelar as patologias que Ihes aparecem nos plantões, no dia a dia, assim também como nas enfermarias, todos discutem qual a melhor cobertura para as úlceras por pressão existentes no andar.  

Sou de um tempo em que tais úlceras se chamavam escaras e estavam relacionadas com pouco apreço ou com a sobrecarga da equipe em mobilizar o paciente, virá-lo, sentá-lo, tocá-lo.

Porém, hoje não vejo nesses profissionais, um apego pelas relações humanas supra profissionais e interpessoais desses pacientes já citados. Eles são somente, um número de leito ou uma patologia escrita em quadro branco ou em um livro de registros de pacientes. Não vejo em prescrições de Enfermagem (quando elas existem) a abordagem de aspectos humanos e psicológicos, como isso pudesse ser dissociado do paciente deitado em seu leito.
 Uma outra prova do que eu citei acima, a tal desvalorização da vida pelos profissionais de saúde, é que, na hipótese de termos alguém de nossa família ou conhecido internado em algum hospital (principalmente público), nos ocorre a seguinte pergunta:
Quem eu conheço nesse lugar? Quem das minhas relações conhece alguém nesse lugar?
O fato é que outros profissionais vêm ocupando esse espaço.
 Minha mãe, internada recentemente, tem sido muito melhor tratada pela equipe de Fonoaudiologia e Fisioterapia como ser humano, do que a equipe de Enfermagem do hospital inteiro. 
Onde foram parar os conceitos humanistas de nossa formação? Será que pelo desgaste de nossas próprias atividades, hoje já tão pulverizadas, elas se perderam? Ou será por uma mudança no eixo de nossa prática diária, levando a uma sublimação de tais aspectos?
 É evidente que existem muitas exceções ao que agora escrevo, mas, venho através desse espaço propor uma provocação/ reflexão disto.
Vou interromper o raciocínio e perguntar: Eu estou escrevendo um absurdo? Isto é uma peça de ficção? 
Se sim, pode parar de ler agora, você não está nesta situação, e portanto não vai se interessar pelo resto do texto. 
Se não, como deveremos rediscutir a nossa prática e nossos papéis dentro de nossas unidades de trabalho, sempre começando pela mudança interna de nossos conceitos e atitudes, para que possam causar mudanças ao nosso redor, a começar por nossa prática junto aos nossos pacientes, atingindo nossos outros colegas de trabalho, como um efeito cascata. 

Não seria bom? 




Por Cláudio Carneiro
Enfermeiro na Policlínica Rodolpho Rocco

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Ponto de Vista

ESPOROTRICOSE  CID 10: B42


A Esporotricose é uma micose provocada pelo fungo Sporothrix schenckii.  Atinge a pele, o tecido subcutâneo e os vasos linfáticos, mas pode afetar também órgãos internos.
O fungo causador da doença é encontrado na natureza (solo, palha, vegetais, madeira) e a instalação da doença se dá através de ferimentos com material contaminado, como farpas ou espinhos. Animais contaminados, principalmente gatos, também podem transmitir a Esporotricose através de mordeduras ou arranhaduras.
É uma zoonose, ou seja, é uma doença que pode ser transmitida do animal para o homem, tanto através do contato direto com secreções ou excreções, quanto através da ingestão de alimentos contaminados de origem animal.
O proprietário responsável evita que seu animal contraia zoonoses e as transmita a outras pessoas e animais, vacinando-o anualmente contra a raiva e outras doenças e levando-o regularmente ao veterinário para consultas de rotina e vermifugação.
 Esporotricose felina











 Esporotricose humana

Por que são os gatos que mais transmitem essa doença aos humanos?
Porque são eles que enterram seus dejetos em areias e/ou terras e afiam suas unhas em madeiras, palhas e demais locais onde o fungo se aloja.
Animais e humanos doentes são tratados da mesma forma e usam a mesma  medicação, portanto não há necessidade de sacrificar o animal  e sim tratá-lo para evitar que a doença se propague. Outra forma essencial de se evitar a propagação da doença entre os felinos é a castração a partir do 4º mês de vida do animal e evitar que seu animal vá para a rua.
Cuidar de seu animal é sua responsabilidade e, mais que isso, uma forma de amor.

Sintomas mais comuns em humanos:
Lesão primária em pápula, nódulo, lesão nódulo-ulcerada ou placa vegetante em trajetos dos vasos linfáticos, nas extremidades superiores, formando uma cadeia de nódulos indolores que podem amolecer e ulcerar. A dor, quando associada, pode revelar infecção secundária.
Pode acometer os olhos manifestando-se como conjuntivite com presença de granuloma.
Cuidados com seu animal durante o tratamento:
Evitar manipular desnecessariamente o animal, usar luvas durante o cuidado, lavagem cuidadosa das mãos, isolamento do animal doente de outros animais da casa, higienização do ambiente para reduzir a quantidade de fungos dispersos e em caso de morte do seu animal, ele não deve ser enterrado e sim cremado para evitar recontaminação do solo.





Onde tratar a pessoa suspeita ou contaminada?
O diagnóstico clínico será feito pelo médico da família nas Unidades Básicas de Saúde, sem necessidade de confirmação laboratorial. Quando houver necessidade de encaminhamento as Unidades Secundárias de Saúde (Policlínicas) haverá necessidade de diagnóstico com realização de exame micológico.
O diagnóstico definitivo é feito pelo isolamento em cultura feito no Noel Nutels.
Onde tratar o animal doente?
No Rio de Janeiro o animal pode ser encaminhado à Unidade de Medicina Veterinária da Prefeitura, que presta atendimento de segunda a sexta feira, manhã e tarde, com distribuição de números por ordem de chegada. Para maiores informações acesse o site www0.rio.rj.gov.br/ijv.
Tratamento:
Somente por orientação médica (humanos) ou veterinária (animais) é usado, habitualmente, o Itraconazol, em doses estabelecidas pelos referidos profissionais, e o Iodeto de Potássio.
O tempo médio de tratamento é de 90 dias, podendo se estender até 1 ano.
Encaminhamento especiais:
- GESTANTES
-SITUAÇÕES DE CONTRA- INDICAÇÃO AO USO DO Itraconazol
- HIV +
- USO DE IMUNOSSUPRESSORES
- ESPOROTRICOSE OCULAR

Na Policlínica Rodolpho Rocco o atendimento é feito pelos profissionais:
Dr. Gilberto – 3ª e 6ª feiras – 10h
Enfª Marcia Rita – 3ª a 6ª feira – pela manhã
Aux. Enferm. Elizabeth – 2ª,3ª e 5ª feiras – pela manhã



Márcia Rita é Enfermeira , com formação
 e pós graduação pela UFRJ em Enfermagem do Trabalho
com ampla experiência  no atendimento na Clínica de Infectologia
e, tem um amor intensamente HUMANO, pelos animais.

                  

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

DIA NACIONAL DE COMBATE AO FUMO


       IMAGENS FALAM MAIS DO QUE MIL PALAVRAS

PROCURE AJUDA
PROCURE-NOS
#AQUITEMATENDIMENTO


DIA 29 DE AGOSTO
Porque você deve parar de FUMAR!
Dificil ler, difícil parar de fumar?






Vamos às imagens!




 AS DROGAS



A MULHER 




IMPO

TÊNCIA











MAIS ISSO...











E É ISSO:


O CIGARRO É DROGA
O CIGARRO CRIA DEPENDÊNCIA
O CIGARRO FAZ DA TUA VIDA UMA DROGA



FONTE :https://www.google.com.br/search?q=imagen
 Por Lidia de Jesus


DIA NACIONAL DE COMBATE AO FUMO

#aquitematendimento
MUDANÇA DE HÁBITO
MALES DO CIGARRO AFETAM MAIS OS BRASILEIROS MAIS POBRES

Pesquisa mostra que o SUS gasta menos ajudando alguém a abandonar o tabagismo do que tratando de doenças decorrentes do vício.Viradas de vida como essa vêm sendo conquistadas, ainda que timidamente, pelo Programa de Cessação de Tabagismo do Sistema Único de Saúde (SUS). Para testar a sua efetividade, uma pesquisa recente mostrou que são necessários R$ 1.433 para ajudar alguém a parar de fumar, enquanto que o tratamento mínimo para um câncer, como o de pulmão, teria um custo para os cofres públicos de R$ 29 mil.
O aumento de impostos sobre os produtos do tabaco é uma das principais recomendações da Convenção Quadro para o Controle do Tabaco da Organização Mundial da Saúde (OMS) – tratado internacional que envolve cerca de 200 países no esforço global para o controle do tabagismo. A OMS estima que ao elevar em 50% as taxas tributárias referentes ao tabaco será possível preservar 11 milhões de vidas em todo o mundo, em três anos. Segundo a entidade, hoje uma pessoa morre a cada seis segundos por causas decorrentes do tabagismo.
No Brasil, a medida foi adotada em 2012 e desde então os produtos do tabaco já sofreram diversos aumentos. Atualmente, o maço de cigarros mais barato sai por R$ 5,75 e o mais caro por R$ 8,75. Desta forma, uma pessoa que fuma um maço de cigarros por dia gasta, para manter o hábito, cerca de R$ 200 por mês e de R$ 2 mil a R$ 3 mil por ano. Além das perdas financeiras imediatas, existem os danos para saúde a curto, médio e longo prazo – tanto para o fumante quanto para os que convivem com ele, expostos ao fumo passivo, especialmente as crianças.


Ao longo dos últimos 15 anos, as iniciativas para controle de tabagismo no Brasil resultaram na redução da prevalência de fumantes de 34,8%, em 1989, para 11,3%, em 2013. Além do aumento do preço dos produtos do tabaco, a proibição de fumo em ambientes fechados contribuiu significativamente para esta conquista. Especialistas afirmam que a medida ajuda a prevenir a iniciação entre jovens, que ao frequentar locais sem fumo não são estimulados a imitar a prática; a proteger trabalhadores que estavam  expostos ao fumo passivo, como garçons; e a estimular fumantes a reduzirem e repensarem seu consumo.
Ambientes Livres do Fumo
Na cidade do Rio de Janeiro, o Dia Mundial sem Tabaco vai chamar a atenção para a iniciativa de manter Ambientes Livres do Fumo, garantida pela lei nº 5517/09, vigente em todo o Estado do Rio. Restaurantes, shoppings, casas noturnas e demais estabelecimentos livres do fumo terão a sinalização intensificada para orientar cariocas e turistas sobre a proibição de fumar em ambientes de uso coletivo total ou parcialmente fechados. Serão disponibilizados cartazes em quatro idiomas, para contemplar também os turistas que circulam pela cidade – muitos de países e estados brasileiros onde o fumo em ambientes coletivos ainda é tolerado. A ação é promovida pela Vigilância Sanitária Municipal e pelo Programa de Controle do Tabagismo, ambos da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro.
Por que é difícil parar de fumar?

Muitos fumantes tem vontade de parar de fumar, mas deixar essa dependência pode não ser fácil, mesmo diante das evidências de que o cigarro faz tanto mal para saúde, para beleza, para o bolso, para as crianças, para o meio ambiente, para a liberdade….É que, para deixar de fumar, o fumante precisa lidar com o desconforto pela falta da nicotina; os sentimentos associados ao cigarro, percebido como um apoio nos momentos bons e ruins; e hábitos associados ao fumo, que se tornam automáticos devido à repetição. É fundamental que o fumante saiba que essas sensações pela falta do cigarro podem ser mais intensas no início, mas elas passam com o tempo. O corpo reaprende a viver bem sem o cigarro e é importante valorizar todos os benefícios que surgem, desde o começo, sem as 4.700 substâncias tóxicas existentes num cigarro.
CONSEQUÊNCIAS:
Tratamento na rede municipal de saúde
A cidade do Rio de Janeiro tem o maior número de centros de tratamento de tabagismo da rede pública de saúde do Brasil. A Secretaria Municipal de Saúde conta com o Programa de Controle do Tabagismo em 150 unidades de saúde. Em média, cada unidade oferece 20 vagas por mês para pessoas que desejam parar de fumar. O programa acontece em três etapas: primeiro, o paciente é entrevistado individualmente para levantamento de seu perfil como fumante. Em seguida, são marcados encontros semanais, nos quais são passadas explicações sobre os três tipos de dependência do cigarro – física, psicológica e comportamental ou de hábito – e técnicas sobre como lidar com cada uma delas. O objetivo dessa primeira fase do tratamento é promover a compreensão do fumante sobre sua relação com o cigarro, para que assim ele tenha mais força de vontade para deixar de fumar.
Na segunda fase, são oferecidas as reuniões de manutenção, para ajudar o paciente a permanecer sem fumar, acompanhando-o em situações do dia a dia que poderiam estimular recaídas. Inicialmente esses encontros são semanais, depois quinzenais e mensais, até completar um ano de tratamento. Quem deseja parar de fumar deve procurar a unidade mais próxima da sua residência. Para saber qual a unidade de saúde mais perto de sua casa.

Tabagismo no mundo

O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo. A OMS estima que um terço da população mundial adulta, isto é, 1 bilhão e 200 milhões de pessoas (entre as quais 200 milhões de mulheres), sejam fumantes. Pesquisas comprovam que aproximadamente 47% de toda a população masculina e 12% da população feminina no mundo fumam.
O total de mortes devido ao uso do tabaco atingiu o número de 4,9 milhões de mortes anuais, o que corresponde a mais de 10 mil mortes por dia. Caso as atuais tendências de expansão do seu consumo sejam mantidas, esses números aumentarão para 10 milhões de mortes anuais em 2030, sendo metade delas em indivíduos em idade produtiva (entre 35 e 69 anos).
Procure ajuda
O que motiva um paciente a parar de fumar é a consciência da necessidade de largar o vício, dos riscos e das consequências do tabagismo. Para quem chegou nesse estágio e pretende buscar ajuda, uma dica é procurar o Disque parar de fumar, pelo Disque-Saúde, das 7 às 22 horas, de domingo a domingo. O interessado em se livrar do cigarro pode tirar dúvidas pelo 0800 61 1997.

                            













 Fonte:
http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/observatorio
http://www.who.int/tobacco/en/
http://elosdasaude.wordpress.com/tag/tabagismo/

Dia Nacional de Combate ao Colesterol


#aquitematendimento
AQUI TEM ACADEMIA CARIOCA








Esta sexta-feira, 08 de agosto, é Dia Nacional de Combate ao Colesterol, uma data para lembrar a todos sobre a importância de implantar hábitos saudáveis na rotina, aliando a diminuição de gorduras na alimentação e a prática de exercícios físicos. No município do Rio de Janeiro, programas como o Academia Carioca, da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), ajudam os usuários a cultivarem esses hábitos e a manterem o colesterol sob controle.
O programa está presente em 176 clínicas da família e centros municipais de saúde, espalhados pelas 10 Áreas de Planejamento da cidade, e até o fim de 2015 estará presente em todas as unidades de Atenção Primária. São ofertadas atividades como ginástica, exercícios laborais e em aparelhos, alongamento, caminhada, dança de salão, capoeira, entre outras, sempre integradas ao trabalho das equipes de saúde.
Atualmente 56 mil usuários estão cadastrados na Academia Carioca em várias regiões da cidade, dos quais 13% (cerca de 7,3 mil pessoas) participam das atividades físicas como complementação ao tratamento para controlar as taxas de colesterol. Desses, 2% (145) já conseguiram abandonar a medicação por conta da programação de atividades físicas com o acompanhamento de profissionais capacitados.


Com a prática regular de atividade física, usuários da Academia Carioca já conseguiram reduzir ou eliminar a medicação para controle do colesterol
O Programa Academia Carioca funciona desde 2009 como um espaço de promoção da saúde, através da inserção da atividade física regular na rotina dos usuários das unidades de Atenção Primária. Profissionais especializados em educação física trabalham com foco na redução de doenças crônicas não transmissíveis e de agravos à saúde.
Para participar do programa, o usuário deve comparecer a uma das unidades contempladas e solicitar o cadastramento. As academias são equipadas com cerca de dez aparelhos, para a melhoria da capacidade muscular e aeróbica. Os exercícios são de fácil execução e podem ser praticados por diferentes faixas etárias e por grupos especiais.
Informações sobre as unidades de saúde contempladas com o Programa Academia Carioca podem ser obtidas pelo telefone 1746, o acolhimento de nossa Policlínica.

Fonte: Elos da Saúde

segunda-feira, 28 de julho de 2014

VIOLÊNCIA SEXUAL E DOMÉSTICA CONTRA MULHERES E ADOLESCENTES


#aquitematendimento
A saúde da sociedade está na não violência. Os maus tratos contra as mulheres adoece as famílias e provoca a degradação do ser humano. Toda a sociedade deve estar mobilizada, buscando a utopia de que podemos ter um mundo alimentado pelo respeito, pela igualdade de gênero, pelo acesso democrático à saúde, por suportes governamentais, que proporcionem, a todos, liberdade, autonomia e respeito,enfim, orientando, dando suporte de saúde à quem violenta e à quem é violentado.Somos uma Unidade comprometida com a saúde, em busca do exercício de cidadania pleno e eficaz.
Lidia de Jesus
                                                  

A violência sexual e doméstica contra as
mulheres e adolescentes é considerada como
uma grave violação dos seus Direitos Humanos
e um problema de saúde. Acontece em todas
as camadas sociais e em todas as fases da vida,
muitas vezes iniciando-se ainda na infância.
A violência que acomete mulheres e
adolescentes no espaço doméstico, na maioria
das vezes ainda é mantida em silêncio pela
própria vitima e também pela família. Nos casos
das adolescentes, essa situação é agravada
pela falta de poder, pelo medo de denunciar
os familiares e pela dificuldade de encontrar
proteção social que lhes permita realizar a
denúncia sem sofrer outras violências.
A violência contra mulheres e adolescentes se
revela de várias formas e nem sempre ela é
clara ou explícita. É definida como qualquer
conduta de discriminação, agressão ou coerção

que cause dano, morte, constrangimento,
limitação, sofrimento físico, psíquico, sexual,
moral, social, político, econômico ou perda
de bens materiais.
As mulheres e adolescentes que sofrem
violência sexual ou outro tipo de violência
estão mais expostas e vulneráveis a problemas
de saúde tanto físicos como mentais. Os riscos
da violência podem estar relacionados à
gravidez indesejada, à transmissão de doenças
sexualmente transmissíveis e a traumas físicos
e psicológicos, inclusive o suicídio. Também
a sentimentos de alienação do meio em que
vivem, isolamento e problemas sexuais.
Essas pessoas podem ter ainda como
conseqüência da violência uma maior tendência
a dores crônicas, problemas de saúde mental
como abuso de álcool e drogas, doenças
crônicas do aparelho genital, distúrbios
gastrintestinais, enxaquecas e outras queixas.
No caso das adolescentes e jovens, a violência
traz graves conseqüências para o desempenho
escolar e para o seu futuro desenvolvimento
profissional.
Os governos de todos os países e as Nações
Unidas criaram leis e convenções para
proteger as mulheres, adolescentes e crianças
dos diversos tipos de violência. Dentre elas,
a Convenção Interamericana para Prevenir,
Punir e Erradicar a Violência Contra a Mulher,
a “Convenção de Belém do Pará” (1994); e
a Convenção sobre Eliminação de Todas as
Formas de Discriminação Contra as Mulheres
(1979).
No Brasil, o Código Penal contém vários
artigos que tratam da violência sexual; o
Estatuto da Criança e do Adolescente protege
essa população de maus-tratos e violência,
e define como a sociedade deve enfrentar
e resolver o problema; as leis federais que
tratam da violência contra as mulheres e
adolescentes definem também como os
serviços públicos devem tratar esta questão.
As mulheres e as adolescentes que sofrem
violência têm direito não só à proteção legal,
mas a serem atendidas nos serviços públicos
– saúde, justiça e delegacias – de forma
respeitosa, digna e humanizada. A sua palavra
deve ter credibilidade e o poder público tem o
dever de proteger, cuidar e encontrar soluções
para amenizar os danos sofridos.

Fonte:abenfo.redesindical.com.br


quarta-feira, 23 de julho de 2014

#aquitematendimento

10 coisas que você precisa saber

10 Coisas que Você Precisa Saber sobre Pé Diabético


Infecções ou problemas na circulação nos membros inferiores estão entre as complicações mais comuns em quem tem diabetes mal controlado. Calcula-se que metade dos pacientes com mais de 60 anos apresente o chamado “pé diabético”. Uma doença que pode ser evitada.
 
Tais alterações podem causar neuropatia; úlceras; infecções; isquemia ou trombose. Elas começam a ocorrer, em geral, quando as taxas de glicose permanecem altas durante muitos anos. Se não for tratado, o pé diabético pode levar à amputação.  Segundo o Ministério da Saúde, 70% das cirurgias para retirada de membros no Brasil têm como causa o diabetes mal controlado: são 55 mil amputações anuais.
 
Manter a taxa glicêmica sob controle e fazer exames regulares são fundamentais para evitar tais complicações. 
 
1. A pessoa com pé diabético tem sintomas como: formigamentos; perda da sensibilidade local; dores; queimação nos pés e nas pernas; sensação de agulhadas; dormência; além de fraqueza nas pernas. Tais sintomas podem piorar à noite, ao deitar. Normalmente a pessoa só se dá conta quando está num estágio avançado e quase sempre com uma ferida, ou uma infecção, o que torna o tratamento mais difícil devido aos problemas de circulação.
  
2. Os sintomas são mais frequentes após alguns com o diabetes mal controlado. Muitas pessoas passam a apresentar problemas de diminuição de circulação arterial e de sensibilidade em pés e pernas.
 
3. A prevenção é a maneira mais eficaz de evitar a complicação. A medida principal é manter os níveis da glicemia controlados;  exame visual dos pés, diário; e avaliação médica periódica.
 
4. Pacientes com diabetes tipo 1 e tipo 2 devem devem passar, regularmente, por uma avaliação dos pés.
 
5. O paciente deve examinar os pés diariamente em um lugar bem iluminado. Quem não tiver condições de fazê-lo, precisa pedir a ajuda de alguém.  Deve-se verificar a existência de frieiras; cortes; calos; rachaduras; feridas ou alterações de cor. Uma dica é usar um espelho para se ter uma visão completa. Nas consultas, deve-se pedir ao médico que examine os pés. O paciente deve avisar de imediato o médico sobre eventuais alterações.


 
6. É preciso manter os pés sempre limpos, e usar sempre água morna, e nunca quente, para evitar queimaduras. A toalha deve ser macia. É melhor não esfregar a pele. Mantenha a pele hidratada, mas sem passar creme entre os dedos ou ao redor das unhas. 
 
7. Use meias sem costura. O tecido deve ser algodão ou lã. Evitar sintéticos, como nylon.
 
8. Antes de cortar as unhas, o paciente precisa lavá-las e secá-las bem. Para cortar, usar um alicate apropriado, ou uma tesoura de ponta arredondada.  O corte deve ser quadrado, com as laterais levemente arredondadas, e sem tirar a cutícula. Recomenda-se evitar idas a manicures ou pedicures, dando preferência a um profissional treinado, o qual deve ser avisado do diabetes.  O ideal é não cortar os calos, nem usar abrasivos. É melhor conversar com o médico sobre a possível causa do aparecimento dos calos.
 
9. É melhor que os pés estejam sempre protegidos. Inclusive na praia e na piscina.  
 
10. Os calçados ideais são os fechados, macios, confortáveis e com solados rígidos, que ofereçam firmeza. Antes de adquiri-los, é importante olhar com atenção para ver se há deformação.  As mulheres devem dar preferência a saltos quadrados, que tenham, no máximo, 3 cm de altura. É melhor evitar sapatos apertados, duros, de plástico, de coro sintético, com ponta fina, saltos muito altos e sandálias que deixam os pés desprotegidos. Além disso, recomenda-se a não utilização de calçados novos, por mais de uma hora por dia, até que estejam macios.




Fonte: http://www.endocrino.org.br/10-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-pe-diabetico/






 
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